Nomes de fármacos - Uma escolha aleatória ou um efeito placebo

Ana Macedo, Inês Moital, M João Santos, Sofia Nunes, Josep-E. Baños, Magí Farré

Resumo



Introdução: A escolha do nome comercial de um fármaco não é uma escolha inocente; existem diversas regras pelas quais se rege a atribuição do nome dos novos fármacos e o nome atribuído a um fármaco pode colocar questões éticas importantes.
Objectivo: Este estudo teve como principal objectivo analisar os nomes comerciais dos fármacos vendidos em Portugal.
Metodologia: A partir do registo do Índice Nacional Terapêutico foram analisados todos os medicamentos registados, correspondendo a 1.315 nomes comerciais de fármacos pertencentes a 12 grupos terapêuticos.
Resultados: De um modo global, 26% dos fármacos foram classificados como tendo nomes atribuídos de acordo com o nome químico da substância activa; em 26% dos casos, o nome foi baseado nas indicações do fármaco ou na sua acção, estando este tipo de classificação associado com o nome químico em 4% e com o nome do laboratório produtor em 1% dos casos. Quarenta por cento dos fármacos analisados tinham nomes considerados opacos. O tipo de nome atribuído variou consoante o grupo terapêutico em causa.
Discussão e Conclusões: Podemos afirmar que uma elevada percentagem de fármacos tem nomes comerciais que evocam algum tipo de sugestão, seja ela uma sugestão mais directa ao consumidor, seja um tipo de sugestão mais dirigido aos profissionais de saúde ou ainda um tipo de informação mais assertiva.

Palavras-chave


Fármacos; Efeito placebo; Nomes comerciais; Ética

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v23i1.10324

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