A consulta a três

Mónica Granja

Resumo


A participação de terceiros na relação médico-paciente, particularmente frequente na consulta de Medicina Geral e Familiar levanta questões éticas que em Portugal têm gerado pouco debate entre a generalidade dos médicos e raramente sido fonte de orientações específicas. No artigo é feita uma revisão das fontes de orientações éticas disponíveis (Código Deontológico, Convenções Internacionais, Instituições Bioéticas e Ensino da disciplina na formação pré-graduada). À luz destas orientações são discutidos exemplos concretos: contracepção na adolescência, adultos que comparecem acompanhados à consulta, comunicação de más notícias, consulta a pacientes incapazes, consulta na presença de estudantes ou internos e delegação de cuidados num interno. Ilustra-se o raciocínio em volta dos princípios da beneficência/não maleficência, autonomia e dignidade, sugerindo-se estratégias de actuação em Medicina Geral e Familiar. Conclui-se pela necessidade de formação, treino e aconselhamento em ética médica, bem como de regras deontológicas mais específicas.

Palavras-chave


Ética; Confidencialidade; Consentimento; Educação Médica

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v24i1.10465

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