A comunicação na prática médica: O seu papel como componente terapêutico

Pedro Ribeiro Da Silva

Resumo



A comunicação é um instrumento importante da prática médica e em especial da medicina geral e familiar, pelo seu âmbito menos específico.
A abordagem biopsicossocial para ser eficaz necessita de uma forte componente comunicacional nas diversas fases da relação médico doente, nomeadamente, na consulta, nas actividades de prevenção da doença e de educação para a saúde, na relação com os familiares do doente.
A comunicação médico-doente influencia a aderência à terapêutica pelo doente e os seus índices de satisfação com a consulta.
A comunicação desempenha, também, um papel importante, conforme é adequada ou não, no desencadear ou na prevenção do stress e burnout do(a) médico(a), que são aspectos directamente relacionados com o seu bem-estar ou absentismo por doença.
A comunicação é uma componente central das estratégias de coping para as situações difíceis do quotidiano médico como as emoções associadas à doença, sofrimento e morte.
Devido ao papel fulcral que a comunicação tem na prática médica, considera-se que a formação em comunicação deve ser mais valorizada, nos diversos níveis, pré- ou pós-graduado.

Palavras-chave


Relação Médico-Doente-Família; Comunicação em Medicina Geral e Familiar; Comunicação na Consulta

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v24i4.10531

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