A criança hiperactiva: Diagnóstico, avaliação e intervenção

Ana Carolina Cordinhã, José Boavida

Resumo



Introdução: A Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção é o distúrbio neurocomportamental mais frequente, em
crianças em idade escolar. As formas de apresentação desta perturbação são variáveis e os sintomas devem ser valorizados,
sempre que causem prejuízo no rendimento escolar, ajuste emocional ou social da criança.
Objectivo: Efectuar uma revisão bibliográfica sobre Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, valorizando aspectos
respeitantes à epidemiologia, etiopatogenia, manifestações clínicas, diagnóstico, avaliação, comorbilidades e diagnóstico diferencial,
intervenção terapêutica e prognóstico.
Metodologia: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados Medline e Pubmed de artigos e artigos de revisão, até Dezembro
de 2007. Incluíram-se nesta revisão 45 artigos. Foi também realizada pesquisa documental em obras de referência.
Conclusões: A Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção é um distúrbio comportamental crónico, com capacidade
para afectar significativamente ao longo da vida o desempenho académico, familiar, emocional, social e laboral. Uma avaliação
cuidadosa permite o diagnóstico, que é essencialmente clínico e baseado em critérios comportamentais. Raramente têm indicação
exames complementares de diagnóstico. Outras perturbações associadas, são factor de risco para uma evolução menos favorável, devendo ter-se em consideração potenciais comorbilidades. A intervenção terapêutica deve ser individualizada e a abordagem multidisciplinar, incluindo na maioria dos casos, modificações comportamentais e recurso a terapêutica com psico-estimulantes. Diversos factores influenciam a evolução, e o prognóstico nem sempre é favorável.
Pretende-se, com esta revisão bibliográfica contribuir para o esclarecimento da envolvência de uma patologia prevalente, mas muitas vezes subdiagnosticada e subvalorizada.

Palavras-chave


Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção; Diagnóstico; Intervenção não farmacológica; Metilfenidato; Prognóstico

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v24i5.10548

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