Aleitamento materno e prevenção de infecções.

Maria Amélia Cunha

Resumo



O leite materno tem uma importância relevante na prevenção das infecções. Contém componentes imunológicos que o tornam único e inimitável.
Após o nascimento, os sistemas gastrointestinal e imunológico do recém-nascido adaptam-se à vida extra uterina mediante um processo de maturação e de desenvolvimento.
A amamentação deve ser promovida, protegida e apoiada. No entanto, há infecções maternas que a contra indicam, mas são raras e estão definidas. É o caso da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH).
O risco do bebé contrair o VIH está a aumentar em populações de elevada prevalência e perante a falta de condições económicas, de higiene e de cuidados médicos.
Na decisão de amamentar, as mães devem considerar os benefícios da amamentação e os riscos de transmissão da doença.
O profissional de saúde deve informar, orientar e apoiar as mães VIH positivas, para que façam a escolha da alimentação infantil mais segura para a sua situação.A substituição do leite materno é recomendada quando aceitável, praticável, disponível, sustentável e segura. Esta é a opção mais correcta, dada a sobrevivência do bebé ser elevada.
O citomegalovírus (CMV) pode ser encontrado no leite materno. A infecção do lactente ou do feto pode ocorrer a partir de mães com infecções primárias ou na reactivação.
A vacina do vírus da hepatite B (VHB) é muito eficaz. Nas mães com antigeno de superfície da hepatite B positivo (HBs Ag) não é restringida a amamentação.

Palavras-chave


Aleitamento Materno; Prevenção; Infecção; VIH; Citomegalovírus; Vírus da Hepatite B

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v25i3.10632

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