O uso de lubrificante na citologia cervico-vaginal - Revisão baseada na evidência

Clara Pinto Ferreira, Alexandra Machado, Alexandra Pina, Ana Margarida Cruz

Resumo



Objectivos: Avaliar se a utilização de lubrificante interfere no resultado da citologia cervico-vaginal.
Fonte de dados: Sítios de medicina baseada na evidência e Índex de Revistas Médicas Portuguesas.
Métodos de revisão: Foi realizada uma pesquisa de artigos usando os termos MeSH vaginal smears e lubricants, publicados entre Janeiro de 2000 e Janeiro 2011; foram usadas também algumas referências cruzadas. Foi utilizada a Oxford Centre for Evidence-based Medicine - Levels of Evidence para avaliação da qualidade dos estudos e posterior atribuição de níveis de evidência e forças de recomendação.
Resultados: Dos 41 artigos identificados, foram seleccionados oito: sete ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC) e um estudo retrospectivo. Seis dos estudos (três de nível de evidência 1b e três de nível 2b) concluem que o uso de lubrificante na citologia cervico-vaginal não altera a qualidade do resultado das amostras citológicas obtidas. Os restantes dois artigos (ní-vel 2b)apontam para uma interferência do lubrificante no resultado citológico.
Conclusões: Os conhecimentos actuais relativos a este tema são escassos e os estudos apresentam protocolos heterogéneos quanto ao desenho e técnicas usadas. No entanto, os estudos cujas metodologias mais se aproximam da prática clínica apontam para que o uso de uma pequena quantidade de lubrificante aquoso não interfira com o resultado da citologia cervico-vaginal (Força de Recomendação A), pelo que poderá ser um procedimento a ter em conta nas situações avaliadas pelo clínico como sendo de interesse para a mulher.

Palavras-chave


Lubrificantes; Esfregaço Vaginal

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v27i6.10902

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