DPOC na população sob vigilância pela rede Médicos Sentinela de 2007 a 2009

Dânia Ferreira, Alexandra Pina, Ana Margarida Cruz, Ana Raquel Figueiredo, Clara Pinto Ferreira, Joana Melo Cabrita, Jaime Correia De Sousa

Resumo



Objetivos: Quantificar as consultas relacionadas com DPOC dos utentes inscritos em Médicos Sentinela (MS) entre 2007 e 2009, avaliar os principais motivos de consulta relacionadas com DPOC e estimar a incidência da doença nessa população e caraterizar a terapêutica utilizada na DPOC pelos MS.
Tipo de estudo: Coorte dinâmica.
Local: Multicêntrico.
População: Utentes com idade igual ou superior a 45 anos inscritos nas listas dos MS de 2007 a 2009.
Métodos: Análise das consultas relacionadas com DPOC durante o período referido quanto à frequência e motivos de consulta e ao tratamento farmacológico instituído. Cálculo da taxa de incidência e extrapolação para a população portuguesa. Utilização dos testes qui-quadrado (comparação de proporções) e t-student (comparação de médias).
Resultados: No conjunto dos três anos, a população sob observação na Rede Sentinela foi de 106.953 indivíduos. Foram notificadas 2.916 consultas relacionadas com DPOC (62,5% no sexo masculino), e 173 novos casos com idade igual ou superior a 45 anos (59,5% no sexo masculino), com média de idades de 66,9 anos, sem diferença significativa relativamente à idade entre os sexos.
Calculou-se uma taxa de incidência média anual de 161,8/100.000 (IC 95%: 139,4-87,7/100.000), superior no sexo masculino. Os principais motivos de consulta notificados foram: renovação de medicação (61,9%), consultas de seguimento (22,9%) e exacerbação de sintomas (15,6%). Foi prescrita medicação em 87,3% das consultas, com predomínio de fármacos broncodi-latadores de uso inalatório: anticolinérgicos (25,1%) e adrenérgicos (20,3%).
Conclusões: A frequência de consultas e taxa de incidência foram maiores no sexo masculino, estando o valor obtido desta última aquém do esperado, presumivelmente pelo subdiagnóstico da doença e pela exclusão dos doentes que não frequentam as consultas dos CSP. O padrão de prescrição foi concordante com as recomendações da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease.

Palavras-chave


Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica; Incidência; Vigilância Sentinela; Epidemiologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v28i4.10953

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