Vacinação contra o rotavírus nos cuidados de saúde primários

Carla Laranjeira, Rita Eiriz, Paulo Santos

Resumo



Objetivos: Determinar a cobertura da vacina anti-rotavírus na Unidade de Saúde Familiar S. João do Porto e verificar se a vacinação está associada a resultados clínicos (número de episódios, número de dias de doença e número de dias de absentismo laboral dos cuidadores).
Tipo de Estudo: Realizou-se um estudo analítico transversal.
Local: Unidade de Saúde Familiar de S. João do Porto.
População: Crianças com idades compreendidas entre os 6 meses e os 5 anos.
Métodos: Aplicou-se um questionário por via telefónica aos pais de 500 crianças, selecionadas por técnica de amostragam aleatória nos inscritos nas listas da Unidade de Saúde. Para a análise univariada usaram-se os testes do qui-quadrado, Mann-Whitney U e Mantel Cox. Um modelo de regressão logística foi usado para análise multivariada. Aceitou-se um erro alfa de 0,05.
Resultados: A proporção de cobertura vacinal foi de 55,1 % (IC95%: 48,8-61,4%). A frequência do infantário antes dos 6 meses associou-se a uma maior cobertura vacinal (p=0,015), com uma mediana de idade de entrada no infantário de 11 meses no grupo vacinado versus 24 meses no não vacinado (p=0,007). Após ajustamento para as principais variáveis, a variação do número de episódios de diarreia entre os grupos vacinado e não vacinado apresentou um odds ratio de 0,933 (IC95%: 0,539-1,613).
Conclusões: Pouco mais de metade da população aderiu à vacinação anti-rotavírus. Neste estudo não se demonstra benefício clinicamente evidente na diminuição do número de episódios de diarreia, na duração dos episódios e no absentismo laboral dos cuidadores em relação com a vacinação.

Palavras-chave


Vacina Rotavirus; Eficácia; Saúde Infantil

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v30i2.11281

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