HEMATÚRIA MICROSCÓPICA - ABORDAGEM NO ÂMBITO DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS

Marta Sofia Cardoso Lopes Cardoso Lopes, Catarina Ferreira Magalhães Ferreira Magalhães, David Alexandre Neves Alexandre Neves, Joana Silva Abreu Silva Abreu, Melinda Pereira Pereira, Patricia Duarte Reis Duarte Reis, Telma Gameiro Gameiro

Resumo


Introdução: A hematúria microscópica (HM) é definida pela presença de pelo menos três eritrócitos por campo de alta potência no estudo do sedimento urinário, devidamente coletado, e sem evidência de infeção. Este achado laboratorial é muitas vezes detetado acidentalmente pelos médicos de família (MF), pelo que a sua abordagem diagnóstica não deve ser menosprezada. Classifica-se em assintomática/sintomática, transitória/persistente e pode ser de causa benigna ou maligna.

Objetivos: Propõe-se abordar a avaliação do adulto com o achado incidental de HM, criando um algoritmo que assista o MF no diagnóstico diferencial e orientação clínica.

Métodos: Pesquisa de meta-análises, artigos de revisão e normas de orientação clínica (NOC) publicados desde 2010 em português e inglês. Bases de dados: PubMed, Cochrane Library, DARE, NICE, UpToDate, Medscape. Termos MeSH: “hematuria”, “microscopic findings” e “adult”. Pesquisa livre na American Urological Association e European Association of Urology.
Resultados: Foram obtidos 265 artigos, tendo sido selecionados três que cumpriam os critérios de inclusão. Com base nestes artigos, foi elaborado um algoritmo que sintetiza, de forma útil e prática, a abordagem da HM do adulto quando detetada em urinaII.
Discussão: A hematúria microscópica é um sinal laboratorial que poderá indiciar patologia renal e/ou urológica. Uma correta avaliação do doente com uma HM prende-se com a necessidade de determinar a sua etiologia, da qual dependerá a subsequente abordagem. Sendo um achado laboratorial frequente na consulta de MGF, o MF deverá estar sensibilizado para as suas principais causas, referenciando para a especialidade hospitalar sempre que indicado.


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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v34i5.11774

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