Doença de Graves: a visão do doente e impacto biopsicossocial – um relato de caso

Ana Cláudia Cardoso Almeida, Luis de Pinho-Costa, Hélder Sousa

Resumo


Introdução: A descrição deste caso pretende enfatizar a importância do papel do médico de família, não apenas na suspeita clínica de doença de Graves e complicações associadas, mas sobretudo na adaptação do indivíduo à vivência com a doença, dada a morbilidade psicossocial associada à proptose disfigurativa e/ou diplopia, ambos sinais com um impacto marcado no estado funcional e bem-estar dos doentes.
Descrição do caso: Mulher de 29 anos, sem antecedentes de relevo, é diagnosticada com doença de Graves, com oftalmopatia causadora de dor retro-ocular e diplopia com impacto significativo na sua vida diária. Apesar da estabilização da função tiroideia com o tratamento instituído, verificou-se progressão bilateral da exoftalmia. Neste contexto, desenvolveu um quadro de insatisfação com a sua imagem corporal, alteração da identidade (antes e após o diagnóstico) e depressão, que culminou em tentativa de suicídio por intoxicação medicamentosa.
Comentário: O médico de família deverá estar sensibilizado para o impacto negativo na saúde mental e física, as aptidões sociais e económicas, assim como a sua qualidade de vida dos doentes. Neste caso, a doente não estava apenas fisicamente doente, mas também apresentava distress psicológico associado às alterações associadas à oftalmopatia, responsáveis por um impacto severo no funcionamento diário da doente.
Palavras-chave: doença de Graves, oftalmopatia de Graves, qualidade de vida, exoftalmia, hipertiroidismo.


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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v34i6.11853

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