Mastite por Candida em lactante: um relato de caso

Carolina Boavida Ferreira, Sara Andrade

Resumo


Introdução: O aleitamento materno está universalmente reconhecido como o método preferencial de alimentação do bebé, especialmente nos primeiros 6 meses de vida. No entanto, para muitas mulheres, as dificuldades no aleitamento materno resultam na sua cessação precoce. A dor mamária e a dor mamilar são queixas comuns da lactante e dos motivos mais frequentes de interrupção da amamentação. A mastite a Candida é uma causa de dor mamária e mamilar de difícil diagnóstico. Este caso clínico aborda as características da dor mamária desta infeção fúngica, bem como o seu diagnóstico, fatores de risco e tratamento.

Descrição do caso: Mulher, 36 anos, saudável, tem o primeiro filho em abril 2016 (gravidez e parto sem complicações). A realizar amamentação exclusiva, indolor, até o bebé ter cerca de um mês, altura em que inicia dor na mama direita. Recorre ao pediatra e ao obstetra, tendo sido medicada com flucloxacilina oral. Por ausência de melhoria e dor mantida, recorre ao médico de família. Refere dor intensa nos quadrantes inferiores, tipo facada, com agravamento após a mamada. O exame objetivo da mãe e do bebé são inespecíficos. A lactante é medicada com fluconazol oral e o bebé com miconazol (gel oral), com cuidados higiénicos associados. Após 2 semanas de terapêutica, a mãe fica assintomática e a amamentar sem dor.

Comentário: O diagnóstico e o tratamento da mastite a Candida em lactantes são desafiantes pela variedade de semiologia possível. Os dados baseados na evidência são escassos e há uma grande variação na prática clínica, no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento. É importante que os médicos de família estejam atentos às características desta infeção, de modo a que as mães (e bebés) sejam adequadamente tratados.


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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v35i1.11907

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