Conhecimentos e práticas parentais sobre medidas preventivas de acidentes domésticos e de viação.

Andreia Ribeiro, Marisa Barros, Isabel Ayres Pereira, Cátia Lírio, Isabel Pinto Pais, Maria Luciana Couto

Resumo


Objetivos: Avaliar os conhecimentos e práticas dos pais sobre medidas preventivas de acidentes domésticos e de viação.  

Tipo de estudo: Estudo observacional descritivo e analítico.

Local: Unidade de Saúde Familiar Camélias, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII – Gaia.

População: Crianças entre os 0 meses e 6 anos de idade.

Métodos: Aplicação de um questionário preenchido pelos pais das crianças observadas na Consulta de Saúde Infantil e Juvenil, entre maio e julho de 2016. O questionário incluiu a caracterização sociofamiliar, a avaliação dos conhecimentos sobre o tema, as medidas de prevenção utilizadas e a história pessoal de acidentes. A análise estatística dos dados foi realizado através do programa SPSS® 21.0.

Resultados: Obtiveram-se 121 questionários; 62,0% das crianças eram do sexo masculino, mediana de idade de 15,0 meses. Quanto aos métodos de proteção usados no domicílio: 26,1% não têm protetores de tomadas, 57,9% não têm sistema de proteção de janelas, 30,8% não guarda os medicamentos em locais seguros, 48,7% têm as substâncias perigosas facilmente acessíveis, 3 têm arma de fogo em casa, duas delas carregadas. A existência de um centro de intoxicações era desconhecida por 37,2% das famílias. Dos lactentes com idade ≤ 6 meses, 19,4% dorme com almofada/peluches, 35,5% dorme em decúbito ventral/lateral e 61,3% realiza sestas fora da cama. Relativamente à segurança rodoviária, 20,2% já viajou sem sistema de retenção, 17,6% com os cintos desapertados e 40,6% desconhecia a idade legalmente permitida para viajar com a criança no sentido do trânsito. A história pessoal de acidente foi referida em 20,7%, com predomínio das quedas e queimaduras.

Conclusão: Uma percentagem considerável de famílias desconhece ou não pratica métodos de prevenção de acidentes. Este dado é fundamental para adaptar e tornar mais efetiva a intervenção dos profissionais de saúde neste contexto contribuindo para diminuição do seu impacto na saúde pública.


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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v35i3.12286

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