A felicidade e o engagement no trabalho nos cuidados de saúde primários

Sara Cunha, Céline Gama, Marta Fevereiro, Adriana Vasconcelos, Sophie Sousa, Ana Cristina Neves, Joana Casanova, Maria José Teixeira, Sandra Rodrigues, Susana Ribeira, J. Firmino-Machado

Resumo



Objetivos: Testar a associação entre o bem-estar psicológico (BEP) e o engagement no trabalho dos profissionais de saúde.
Tipo de estudo: Estudo transversal analítico.
Local: Agrupamentos de Centros de Saúde de Matosinhos e Grande Porto IV.
População: Profissionais de saúde dos dois Agrupamentos de Centros de Saúde.
Métodos: Foram utilizadas escalas validadas para a língua portuguesa – Oxford Happiness Questionnaire (OHQ) e Utrecht Work Engagement Scale (UWES), que avaliam o BEP e o engagement no trabalho, respetivamente. Foi testada a associação entre o BEP e o engagement, controlando para variáveis de confundimento, através de um modelo de regressão linear múltipla.
Resultados: Entre os profissionais, 52,5% são felizes ou bastante felizes e 45,5% apresentam um alto nível de engagement. Existe uma correlação significativa entre as escalas (r=0,32, p<0,05). Esta associação verifica-se mesmo quando controlada para variáveis de confundimento (β=0,621, IC95% [0,423-0,818]). A idade e os anos de trabalho correlacionam-se com o UWES (r=0,16, p=0,008 e r=0,16, p=0,010) e com o OHQ (r=-0,14, p=0,02 e r=-0,13, p=0,03).
Conclusões: A associação encontrada entre BEP e engagement vai de encontro ao debatido na literatura. Maior idade e maior tempo de serviço associam-se a maior engagement, como verificado noutros estudos, mas a menor BEP. Este trabalho aborda uma temática fundamental no contexto organizativo dos cuidados de saúde primários, incentivando a implementação de estratégias que promovam o desenvolvimento pessoal e das equipas.

Palavras-chave


Trabalho; Felicidade; Cuidados de saúde primários; Satisfação no trabalho; Saúde do trabalhador.

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v34i1.12360

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