Quem aderiu ao regime remuneratório experimental e porquê?

Fátima Hipólito, Cláudia Conceição, Vítor Ramos, Pedro Aguiar, Wim Van Lerberghe, Paulo Ferrinho

Resumo


Este estudo procura perceber quem se candidatou ao RRE e porquê. Foi um estudo caso-controlo em que a população-alvo foram os Clínicos Gerais prestadores de serviços em Centros de Saúde, a nível nacional. Os «casos» foram os Clínicos Gerais, Coordenadores (ou pessoa por eles indicada) de cada grupo que se candidatou ao RRE até à data de 31 de Janeiro de 2000 e os «controlos» foram Clínicos Gerais a trabalhar no mesmo Centro de Saúde dos «casos», que não se candidataram ao RRE. O instrumento de recolha de informação foi um questionário para administração directa, aplicado entre Outubro de 2000 e Janeiro de 2001. Às motivações estudadas, os «casos» e os «controlos» deram igual importância ao estatuto social e prestígio profissional, enquanto que à realização profissional, autonomia profissional, remuneração, relações de trabalho, acesso do utente ao profissional, desempenho organizacional e condições de trabalho, ganha-se a impressão nítida de que o que valorizam os «casos» é menos valorizado pelos «controlos». Este estudo identifica duas sub-populações de médicos de família com características e motivações diferentes. O pacote de incentivos ao melhor desempenho nestas duas sub-populações deveria levar em conta estas diferenças.

Palavras-chave


Motivação; Satisfação Profissional; Médico de Família; Sistema de Pagamento

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v18i2.9868

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