Atendimento Complementar e Acessibilidade

Idalmiro Carraça, Afonso Briosa E Gala, Helena Sousa Gago, Lurdes Gameiro

Resumo



Antecedentes: Estima-se que determinado grupo de utentes recorra preferencialmente ao Atendimento Complementar (AC) em detrimento da consulta no seu médico (MF).
Objectivos: Caracterizar o perfil de utentes do AC e analisar a eventual relação do recurso ao AC com a acessibilidade às consultas do Centro de Saúde (CS).
Tipo de Estudo: Exploratório, transversal, descritivo e analítico.
Local: Centro de Saúde da Alameda, Lisboa.
População: Utentes observados consecutivamente no Serviço de Atendimento de Situações Agudas do Centro de Saúde da Alameda (AC), num período de 2 meses (Maio e Junho de 2000).
Variáveis: Variáveis demográficas e indicadores indirectos de acessibilidade (listas de espera, período de evolução das queixas e última consulta no MF). Recolha de dados dos utentes observados no AC, num período de dois meses, com base nas fichas clínicas do AC e MF.
Resultados: 974 utentes observados. Perfil do utilizador médio do AC: mulher, 33 anos, solteira, activa, inscrita no CS, com quadros agudos de curta evolução: infecciosos (46%), músculo-esqueléticos (13,8%). Os utentes mais idosos (medianas 27 e 40) tendem a ter queixas mais arrastadas quando procuram o AC, bem como os activos (Mann-Whitney p=0,001; x2 p=0,002).
Não se comprovou que estes utentes tenham listas de espera mais longas, últimas consultas mais longínquas no MF e patologia crónica associada. A maioria consultou o seu médico nos 2 meses precedentes.
Conclusões: O recurso ao AC parece ser determinado fundamentalmente pelo episódio agudo independentemente da acessibilidade ao MF.

Palavras-chave


Atendimento Complementar; Acessibilidade ao Médico de Família

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v18i5.9887

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