A utilização das tecnologias de informação e comunicação pelos médicos de família portugueses. Um estudo exploratório
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v25i3.10625Palabras clave:
Médicos de Família, Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), Internet, Capital HumanoResumen
Objectivo: Fornecer uma avaliação quantitativa da importância das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), mais especificamente a Internet, na prática médica diária e desempenho científico de uma amostra de (342) Médicos de Família portugueses. Tipo de estudo: Observacional transversal. Local: Portugal. População alvo: Médicos de Família portugueses. Resultados: Observámos que 94% utilizam a Internet e 57% concordam que a Internet é essencial para a sua prática médica diária, percentagem, no entanto, mais baixa do que a observada noutros países europeus (62%). Os médicos de família portugueses tendem a utilizar a Internet (10 horas/semana em média) principalmente para fins profissionais. Ter/estar inscrito em formação avançada (mestrado/doutoramento) promove a utilização da Internet para fins profissionais, o que, por sua vez, tende a dar aos médicos acesso a informação e conhecimentos actualizados nestas matérias. No local de trabalho, uma proporção substancial de médicos (mais de 7%) não utiliza a Internet ou outras TICs relacionadas, nomeadamente Telemedicina. Embora a prescrição electrónica seja utilizada por praticamente 60%dos inquiridos, no caso de outras tecnologias - teleconsulta, telediagnóstico e telemonitorização - apenas uma magra percentagem (10%) de médicos as utiliza. Conclusão: A Telemedicina no local de trabalho continua a ser uma quimera. Não obstante este cenário desanimador, os dados mostram que a Internet desempenha um papel crucial na actualização e melhoria da base de conhecimentos profissionais dos médicos. Há um reconhecimento generalizado da falta de formação geral e específica nas áreas das TICs. Poucos foram os médicos que no ano transacto frequentaram acções de formação direccionada para as TICs, tendo estes poucos realizado sobretudo cursos de muito curta duração. Tal insuficiência ao nível da formação nas TICs poderá constituir um obstáculo não menosprezável à capacidade dos médicos de família portugueses em tirar partido dos potenciais benefícios das TICs na sua prática médica diária.Descargas
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