HEMATÚRIA MICROSCÓPICA - ABORDAGEM NO ÂMBITO DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v34i5.11774Resumen
Introdução: A hematúria microscópica (HM) é definida pela presença de pelo menos três eritrócitos por campo de alta potência no estudo do sedimento urinário, devidamente coletado, e sem evidência de infeção. Este achado laboratorial é muitas vezes detetado acidentalmente pelos médicos de família (MF), pelo que a sua abordagem diagnóstica não deve ser menosprezada. Classifica-se em assintomática/sintomática, transitória/persistente e pode ser de causa benigna ou maligna.
Objetivos: Propõe-se abordar a avaliação do adulto com o achado incidental de HM, criando um algoritmo que assista o MF no diagnóstico diferencial e orientação clínica.
Métodos: Pesquisa de meta-análises, artigos de revisão e normas de orientação clínica (NOC) publicados desde 2010 em português e inglês. Bases de dados: PubMed, Cochrane Library, DARE, NICE, UpToDate, Medscape. Termos MeSH: “hematuria”, “microscopic findings” e “adult”. Pesquisa livre na American Urological Association e European Association of Urology.
Resultados: Foram obtidos 265 artigos, tendo sido selecionados três que cumpriam os critérios de inclusão. Com base nestes artigos, foi elaborado um algoritmo que sintetiza, de forma útil e prática, a abordagem da HM do adulto quando detetada em urinaII.
Discussão: A hematúria microscópica é um sinal laboratorial que poderá indiciar patologia renal e/ou urológica. Uma correta avaliação do doente com uma HM prende-se com a necessidade de determinar a sua etiologia, da qual dependerá a subsequente abordagem. Sendo um achado laboratorial frequente na consulta de MGF, o MF deverá estar sensibilizado para as suas principais causas, referenciando para a especialidade hospitalar sempre que indicado.
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