Abordagem da sexualidade em consulta com o idoso nos cuidados de saúde primários
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v41i6.13740Palabras clave:
Sexualidade, Idoso, Cuidados de saúde primáriosResumen
Introdução: A sexualidade e o desejo de intimidade são característicos do processo do desenvolvimento humano, presentes em todas as fases da vida e contribuindo para o seu equilíbrio físico e psicológico. Não obstante, são dependentes de fatores psicológicos, biológicos e sociais. Apesar da sua recente e crescente valorização, a sexualidade no idoso é ainda um tema tabu evidenciado pela escassez de estudos da sexualidade nesta fase da vida.
Objetivos: O objetivo desta investigação é avaliar a abordagem da sexualidade em consulta com o idoso pelos médicos de família.
Métodos: Estudo observacional, transversal e descritivo. Aplicação de questionário a médicos de família. Foi realizada uma análise estatística descritiva e inferencial utilizando o programa SPSS®.
Resultados: Participaram 112 médicos de família, internos de especialidade e especialistas. Na amostra estudada, a sexualidade é abordada frequentemente com o idoso por 4,5% dos médicos, face a uma percentagem de 19,6% face a outras faixas etárias. Verificou-se uma diferença estatisticamente significativa na abordagem da sexualidade entre internos e especialistas, sendo mais frequentemente abordada por especialistas. Transversalmente, a amostra refere percecionar dificuldade do idoso em abordar a sua sexualidade. As alterações biológicas são a razão mais frequentemente apontada para a inatividade sexual (52,7%). Da amostra, 47,3% dos médicos acreditam que o respeito é a componente da sexualidade mais valorizada pelo idoso e 68,8% consideram haver alterações da valorização das diferentes componentes da sexualidade.
Conclusão: Na pesquisa bibliográfica não foi encontrado outro estudo similar em Portugal, sendo assim percetível a importância desta investigação. Os resultados evidenciam a abordagem deficitária da sexualidade no idoso, o que deverá motivar a promoção de outros estudos de maiores dimensões e formação para os clínicos, visando melhorar a prática clínica dos médicos de família na área da sexualidade.
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