Estigma na doença mental: estudo observacional
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v30i4.11347Palavras-chave:
Estigma, Doença MentalResumo
Objetivos: Verificar se existe estigma relativamente à doença mental na população em estudo e sua associação com características sociodemográficas ou contacto com doença mental. Tipo de estudo: Analítico, transversal. Local: Unidade de Saúde Familiar Santiago (Centro de Saúde Arnaldo Sampaio) e Centro de Saúde da Marinha Grande. População: Utentes com idade igual ou superior a 18 anos inscritos nas duas unidades de saúde. Métodos: Foi selecionada uma amostra não aleatória de conveniência e foram avaliadas variáveis sociodemográficas, antecedentes pessoais e familiares de doença mental e aplicado o questionário AQ-9 de Corrigan para medição do estigma. Análise univariável e multivariável, n.s.=0,05. Resultados: Amostra de 206 utentes com média de 45 anos. Questões sobre ajuda, coerção para tratamento e pena foram aquelas que obtiveram maior classificação no questionário. Utentes com filhos e casados apresentaram maior concordância com coerção (t-student p=0,008; ANOVA p=0,018). Baixa escolaridade associou-se a maior score na segregação dos doentes mentais (ANOVA p<0,001). Não se verificou associação entre o estigma e a presença de antecedentes pessoais ou familiares de doença mental. Conclusões: Verificou-se existência de estigma na população estudada. O estado civil, a existência de filhos e a escolaridade apresentaram associação com o estigma. Não se encontrou associação com as restantes questões do AQ-9.Downloads
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