Indicações actuais e futuras para terapêutica eléctrica. Seguimento do portador de pacemaker.

Vítor Paulo Martins, Maria Luz Pitta, Marisa Peres, Graça Ferreira Da Silva

Resumo



Objectivos: Rever as indicações actuais (e futuras) da terapêutica eléctrica permanente e indicar os aspectos essenciais do seguimento do doente portador de pacemaker, nomeadamente detecção de disfunções, complicações e possíveis interferências electromagnéticas.
Métodos: Revisão crítica da literatura.
Conclusões: As indicações actuais para pacing cardíaco não estão circunscritas às clàssicamente descritas, sendo hoje uma realidade em algumas situações relacionadas com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva, insuficiência cardíaca, sincope neurogénica e prevenção da fibrilhação auricular. Subsiste alguma controvérsia, sobretudo na definição dos subgrupos que mais beneficiam desta terapêutica. Os geradores implantados são hoje pequenos, têm baixo consumo enérgético e uma longevidade acrescida. Os eléctrodos são também, no momento actual, de pequeno calibre, de grande flexibilidade e durabilidade, sendo revestidos de corticosteróides o que permite intervenções mais simples e mais rápidas e bons limiares crónicos. O seguimento do portador de pacemaker deve ser realizado por médicos especialistas em pacing cardíaco de modo a aproveitar as funções diagnósticas e terapêuticas disponíveis nos geradores actuais. O papel do médico não cardiologista, consiste na exclusão das situações que podem traduzir disfunção do sistema de pacing, pelo que o autor descreve alguns sintomas e sinais referidos habitualmente pelos doentes e sua importância relativa. São enunciadas as complicações mais frequentes em pacing cardíaco permanente e a consequente atitude a tomar. As interferências electromagnéticas são pouco frequentes e quase sempre transitórias, podendo, no entanto, ser catastróficas nos doentes que não têm ritmo próprio (pacing dependentes) após exposição prolongada e sob determinadas condições. São revistas algumas situações específicas, com incidência particular no uso de telefones portáteis. Considera-se, actualmente, que a sua utilização não está contraindicada, desde que seja guardada uma distância de segurança de 15 cm entre o gerador e o telemóvel.

Palavras-chave


Pacing cardíaco; follow-up de pacing; insuficiência cardíaca; miocardiopatia hipertrófica; fibrilhação auricular; interferências electromagnéticas

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v16i3.9794

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