Porque consultam os utentes o seu médico de família?

J. Gabriel Rodrigues

Resumo



Objectivos: Caracterização da consulta de Medicina Geral e Familiar (MGF) através da codificação dos motivos de consulta.
Tipo de estudo: Observação, transversal, de base populacional
Local do estudo: Centro de Saúde de Cascais, Extensão do Estoril
População: Média anual de 721 utentes activos.
Métodos: Durante 3 anos, entre Abril de 1997 e Março de 2000, registaram-se os motivos de consulta até um máximo de quatro em cada encontro, utilizando a metodologia da Classificação Internacional de Cuidados Primários (ICPC).
Resultados: a) Na distribuição dos motivos de consulta por Capitulos da ICPC, identifica-se o padrão geral «KALRP», na média dos três anos, para os 5 primeiros capitulos. b) Na partição por grupo etário, até aos 24 anos os motivos dos capitulos «A» e «R» ocupam as duas primeiras posições. A partir dos 45 anos predominam os capitulos «K», «A» e «L».
Conclusões: Encontraram-se padrões diferentes conforme os agrupamentos etários considerados, pelo que parece haver coerência entre a progressão etária e os motivos de consulta. O padrão geral de morbilidade identificado sugere uma consulta em que sobressaem as actividades relacionadas com a intervenção curativa e os aspectos promocionais de saúde e preventivos da doença.

Palavras-chave


Motivos de Consulta; Codificação dos Motivos de Consulta (ICPC); Caracterização da Consulta de MGF

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v16i6.9814

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