Hepatite a: alteração do padrão epidemiológico

Rui Tato Marinho, Ana Valente, Fernando Ramalho, M. Carneiro De Moura.

Resumo



Introdução: Existe uma evidência, corroborada por diversos autores, no sentido da alteração dos padrões epidemiológicos da Hepatite A em diversos países não só europeus como também do continente americano e até asiático. O conhecimento da prevalência actual dos anticorpos contra o vírus da hepatite A (anti-VHA), torna-se pois imperativo, reforçado pelo início da comercialização da vacina anti-hepatite A.
Objectivo: O objectivo deste estudo consistiu em avaliar a prevalência actual do anticorpo anti-VHA numa população de características urbanas, trabalhadores de saúde e estudantes de Medicina do Hospital Santa Maria em Lisboa.
População: Foram estudados 526 indivíduos, 325 profissionais de saúde pertencentes a diversos escalões etários e diferentes grupos profissionais do Hospital e 201 alunos dos diversos anos da Faculdade de Medicina.
Métodos: Determinação do anti-VHA total por método imunoenzimático através de Kit comercial.
Resultados: A prevalência do anti-VHA global foi de 86,4% nos profissionais de saúde e de 35,3% nos alunos, sendo esta diferença estatísticamente significativa, p<0,05. Em ambos os grupos foram registadas prevalências mais baixas nos indivíduos mais jovens como foi o caso dos alunos dos três primeiros anos da Faculdade (29%), e dos trabalhadores de saúde com idade inferior a 30 anos (65%).
Conclusões: Estes resultados mostram uma diminuíção da prevalência do anti-VHA, particularmente nos grupos mais jovens, quando comparados com os dados de 1983 obtidos por H. Lecour, que eram aproximadamente de 85%. O padrão epidemiológico da infecção pelo vírus da hepatite A, nalguns grupos da população urbana, parece pois estar a modificar-se, aproximando-se das prevalências tradicionalmente mais baixas de países com melhores condições sanitárias.

Palavras-chave


Hepatite A; Vacina; Epidemiologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v16i2.9786

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