Hipertensos. Que conhecimentos? Que atitudes?

Carlos Prior, Helena Baía, Maria Da Luz Martins, Teresa Lopes, Rui Vieira

Resumo



Objectivos: Avaliar o nível de conhecimentos dos doentes hipertensos em relação à hipertensão arterial e a sua atitude face à medicação anti-hipertensiva. Conhecer as variáveis que podem influenciar os conhecimentos, a atitude e o controlo da hipertensão arterial.
Tipo de estudo - Transversal, analítico.
Local: Centro de Saúde Fernão de Magalhães, Coimbra.
População: Hipertensos inscritos no Centro de Saúde.
Métodos: De 2323 hipertensos foi extraída uma amostra aleatória sistemática, constituída por 332 indivíduos. Os contactos foram efectuados de Fevereiro a Abril de 1995. Foi aplicado um questionário, previamente testado, constituído por 18 perguntas para avaliação dos conhecimentos e 4 para a atitude. Foram estudadas as variáveis sexo, grupo etário, escolaridade, tempo de evolução
da hipertensão, conhecimentos sobre hipertensão, atitude face à terapêutica anti-hipertensiva e controlo da hipertensão. Procedeu-se ao estudo descritivo das variáveis. As hipóteses foram estudadas com teste de independência qui-quadrado, programa Microstat.
Resultados: Responderam 78% de hipertensos. 66% do sexo feminino. 60% tinham mais de 64 anos. 78% tinham conhecimentos bons/muito bons. As pessoas de 45 a 64 anos foram as que mostraram possuir maior nível de conhecimentos. 60% tinham atitude positiva face à terapêutica. O nível de conhecimentos influenciou positivamente a atitude face à terapêutica e o controlo
da hipertensão arterial, com diferenças estatisticamente significativas.
Conclusões: A maioria revelou um bom nível de conhecimentos. Será um bom investimento promover a aquisição de conhecimentos, uma vez que estes influenciam a atitude e o controlo da hipertensão arterial.

Palavras-chave


Hipertensão Arterial; Conhecimentos; Atitudes; Hipertensos

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v17i1.9822

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