Condições pós-COVID: um estudo nos cuidados de saúde primários Portugueses
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v39i4.13443Palabras clave:
COVID-19, Síndroma pós-COVID-19 agudo, Condições pós-COVID, COVID longoResumen
O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças propõe o termo COVID longo ou condições pós-COVID para sintomas desenvolvidos durante ou após a COVID-19 e que persistem pelo menos dois meses, não sendo explicados por outros diagnósticos. Este estudo transversal tem como objetivo determinar a proporção de doentes com condições pós-COVID, descrevendo as suas características demográficas e clínicas e sintomas persistentes mais comuns. Foram incluídos 497 adultos com doença ligeira a moderada por COVID-19, avaliados por questionário estruturado após 12 a 16 semanas da infeção por SARS-CoV-2. A incidência cumulativa de condições pós-COVID foi de 47,5% (n=236). Os sintomas persistentes mais frequentes foram a astenia (n=151, 30,4%) e a dispneia (n=131, 26,4%). Após análise multivariada verificou-se que o sexo masculino está associado a menor incidência de condições pós-COVID (OR=0,36, p<0,001). Constatou-se ainda que índices de massa corporal <20 (OR=0,28, p=0,014) e [30-35[ (OR=0,42, p=0,006) apresentaram menor persistência de sintomas quando comparados com [20-25[. Nenhuma outra característica demográfica ou clínica apresentou associação estatisticamente significativa para condições pós-COVID. O estudo sugere que as condições pós-COVID são frequentes na doença não-severa. O acompanhamento destes doentes deverá manter-se com o intuito de identificar e tratar sequelas pós-infeção aguda por SARS-CoV-2, particularmente no que respeita aos cuidados de saúde primários.
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