Condições pós-COVID: um estudo nos cuidados de saúde primários Portugueses

Autores/as

  • Tiago Gomes de Oliveira USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal. https://orcid.org/0000-0001-7705-2309
  • Hugo Silva Almeida USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal.
  • Inês Baptista Pereira USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal.
  • Maria João Fernandes USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal.
  • Mariana Dias Almeida USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal.
  • Carlos Carvalho UMIB – Unidade Multidisciplinar de Investigação Biomédica, ICBAS – Instituto Ciências Biomédicas Abel Salazar. Porto, Portugal. https://orcid.org/0000-0001-7979-7283
  • Ana Bessa Monteiro USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal.
  • Ana Filipa Belo USF Barão Nova Sintra. Porto, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v39i4.13443

Palabras clave:

COVID-19, Síndroma pós-COVID-19 agudo, Condições pós-COVID, COVID longo

Resumen

O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças propõe o termo COVID longo ou condições pós-COVID para sintomas desenvolvidos durante ou após a COVID-19 e que persistem pelo menos dois meses, não sendo explicados por outros diagnósticos. Este estudo transversal tem como objetivo determinar a proporção de doentes com condições pós-COVID, descrevendo as suas características demográficas e clínicas e sintomas persistentes mais comuns. Foram incluídos 497 adultos com doença ligeira a moderada por COVID-19, avaliados por questionário estruturado após 12 a 16 semanas da infeção por SARS-CoV-2. A incidência cumulativa de condições pós-COVID foi de 47,5% (n=236). Os sintomas persistentes mais frequentes foram a astenia (n=151, 30,4%) e a dispneia (n=131, 26,4%). Após análise multivariada verificou-se que o sexo masculino está associado a menor incidência de condições pós-COVID (OR=0,36, p<0,001). Constatou-se ainda que índices de massa corporal <20 (OR=0,28, p=0,014) e [30-35[ (OR=0,42, p=0,006) apresentaram menor persistência de sintomas quando comparados com [20-25[. Nenhuma outra característica demográfica ou clínica apresentou associação estatisticamente significativa para condições pós-COVID. O estudo sugere que as condições pós-COVID são frequentes na doença não-severa. O acompanhamento destes doentes deverá manter-se com o intuito de identificar e tratar sequelas pós-infeção aguda por SARS-CoV-2, particularmente no que respeita aos cuidados de saúde primários.  

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Publicado

2023-09-14

Cómo citar

Condições pós-COVID: um estudo nos cuidados de saúde primários Portugueses. (2023). Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 39(4), 351-4. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v39i4.13443