Avaliação da pressão arterial no ambulatório - Revisão baseada na evidência

Autores

  • Hélder Aguiar Interno de Medicina Geral e Familiar, USF Vale do Vouga (S. João da Madeira), ACES Entre Douro e Vouga II - Aveiro Norte.
  • Ana Isabel Silva Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Nova Salus (V.N.Gaia), ACES Grande Porto VIII - Gaia.
  • Fernando Pinto Assistente Graduado de Cardiologia, Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga.
  • Susana Catarino Assistente de Medicina Geral e Familiar, USF Vale do Vouga (S. João da Madeira), ACES Entre Douro e Vouga II - Aveiro Norte.

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v27i4.10871

Palavras-chave:

Hipertensão, Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial, Auto-Medição da Pressão Arterial

Resumo

Objectivos: Determinar: a evidência da utilidade da auto-medição da pressão arterial (AMPA) e da monitorização ambulatória da pressão arterial de 24h (MAPA) como parte integrante do processo de avaliação e seguimento dos indivíduos hipertensos, em três domínios-chave - risco cardiovascular, controlo pressão arterial (PA) e relação custo-benefício - quando comparadas com o uso isolado da PA medida no consultório; o valor prognóstico da PA diurna e nocturna, e a sua relação, obtidas através da MAPA. Fontes de dados: Bases de dados Medline e de Medicina Baseada na Evidência. Métodos de revisão: Pesquisa de normas de orientação clínica (NOC), revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e estudos observacionais, publicados entre Janeiro de 2000 e Maio de 2011, utillizando o termo MeSH «blood pressure monitoring, ambulatory» e os termos «home blood pressure monitoring» e «self blood pressure monitoring». Foi aplicada a escala SORT da American Family Physician para classificar a evidência. Conclusões: Foram seleccionados 38 artigos: quatro NOC, nove meta-análises, duas revisões sistemáticas, 19 ECA e quatro estudos observacionais. A inclusão de cada uma das técnicas do ambulatório permite: reduzir o efeito da bata branca, obtendo correlação mais significativa com os eventos cardiovasculares e maiores taxas de controlo tensional; reduzir os custos por via da redução de fármacos e dias de tratamento. Para cada uma das técnicas de ambulatório estudadas, há evidência de que a sua utilização pode fornecer uma avaliação diagnóstica e prognóstica mais fidedignas (força de recomendação A para a MAPA e força de recomendação B para a AMPA). Estas técnicas podem resultar em melhor controlo da PA no hipertenso (força de recomendação A para MAPA e AMPA). A medição ambulatorial pode também reduzir os custos (força de recomendação B para MAPA e AMPA).

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Publicado

2011-07-01

Como Citar

Aguiar, H., Silva, A. I., Pinto, F., & Catarino, S. (2011). Avaliação da pressão arterial no ambulatório - Revisão baseada na evidência. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 27(4), 362–76. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v27i4.10871

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