Qualidade do seguimento de doentes com síndroma de apneia obstrutiva do sono numa unidade de saúde familiar: estudo pré-pós intervenção
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v40i3.13547Palavras-chave:
Cuidados de saúde primários, Melhoria da qualidade, Apneia obstrutiva do sonoResumo
Introdução: Os doentes com síndroma de apneia obstrutiva do sono (SAOS) sob ventiloterapia, após alta da consulta hospitalar, devem manter o seguimento nos cuidados de saúde primários, para monitorização terapêutica.
Objetivos: Melhorar o seguimento de doentes com SAOS sob ventiloterapia e sem acompanhamento hospitalar, numa Unidade de Saúde Familiar (USF). Outcome secundário: avaliação do número de referenciações hospitalares por terapêutica ineficaz/baixa adesão.
Métodos: Estudo quasi-experimental, pré-pós intervenção, numa USF. Foram identificados doentes com diagnóstico de Perturbação do Sono (P06 – ICPC2), com SAOS, sob ventiloterapia, sem seguimento em consulta hospitalar. Analisados os dados do processo clínico relativos a interpretação de relatório de ventiloterapia, realização de consulta de seguimento e referenciação hospitalar. A primeira avaliação incidiu sobre o período entre janeiro e dezembro/2019. Posteriormente foram realizadas sessões formativas, com envolvimento da equipa multiprofissional. Desenvolvido procedimento de atuação para otimizar o pedido de relatórios por parte da equipa administrativa. Fornecido material auxiliar de memória e criada pasta informática com guião de seguimento de utentes, documento modelo para solicitação de relatório e panfleto sobre SAOS. A segunda avaliação incidiu sobre janeiro e dezembro/2021. Foram estabelecidas as seguintes metas, após discussão em reunião médica: taxa de consultas de seguimento ≥20%; taxa de interpretação de relatórios de ventiloterapia ≥20%.
Resultados: Na primeira avaliação não se verificou a realização de consultas de seguimento de SAOS na USF. Em 2021 atingiu-se uma taxa de interpretação de relatórios de ventiloterapia de 25,47%, uma taxa de consultas de seguimento de 15,09% e foram realizadas cinco referenciações hospitalares por terapêutica inadequada.
Conclusões: Apesar da meta definida para consultas de seguimento não ter sido atingida, este estudo promoveu o envolvimento de toda a equipa multiprofissional e a implementação de uma estratégia simples de acompanhamento e otimização terapêutica de doentes com SAOS na USF.
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