O uso do e-mail na comunicação com o médico de família: Catorze meses de experiência
DOI:
https://doi.org/10.32385/rpmgf.v25i6.10689Palabras clave:
E-mail, Comunicação, AcessibilidadeResumen
Objectivos: Caracterizar as mensagens de correio electrónico entre uma médica de família (MF) e os seus pacientes durante os primeiros 14 meses de acesso. Estudo: Transversal descritivo Local: Centro de Saúde da Senhora da Hora População: Mensagens de e-mail trocadas entre os pacientes e a sua MF. Métodos: Uma amostra aleatória de 20% das mensagens recebidas foi estudada quanto a: sujeito da mensagem, dimensão, número e tipo de assuntos abordados, existência de resposta do MF e dimensão desta, intervalo de tempo até à resposta, hora de envio e resultado das mensagens. Fez-se a caracterização sócio-demográfica e familiar de todos os utilizadores. Determinou-se o tempo gasto com o e-mail numa semana. Na análise estatística descritiva usou-se o programa Excel 2003. Resultados: Foram recebidas 504 mensagens, de 92 utilizadores diferentes, com idade média de 37,1 anos, sendo 73% do sexo feminino e 65% com escolaridade superior. Foram enviadas pela MF 462 mensagens.As 100 mensagens estudadas visavam 112 sujeitos (mais frequentemente o próprio, filhos menores, idosos dependentes ou cônjuge).As mensagens tinham em média 57,1 palavras e abordavam 1,3 assuntos (mais frequentemente questões médicas, de exames complementares, administrativas e de enfermagem e de medicação).A MF respondeu a 69% das mensagens e em 94,2% dos casos fê-lo em menos de 48 horas, usando em média 58,2 palavras. Das mensagens recebidas, 22% foram escritas fora do horário do CS. A MF enviou 58% das suas mensagens em horas não assistenciais. Os resultados mais frequentes da troca de mensagens foram: resposta com informação médica ou aconselhamento, emissão de receitas, credenciais para exames ou tratamentos e atestados, marcação de consulta e referenciação. Numa semana, gastou-se uma média diária de 5 minutos e 31 segundos com o e-mail. Conclusão: Os resultados deste estudo coincidem com os referidos noutros países: pacientes e cuidadores, sobretudo mulheres, activas e instruídas, aderem ao e-mail para comunicar com o seu MF, sem trazerem sobrecarga de trabalho. Estes resultados poderão favorecer a adesão de mais MF ao e-mail e o investimento dos CS nesta ferramenta.Descargas
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